quarta-feira, 22 de abril de 2020

Celebração do Dia da Terra

 50ª aniversário do dia Mundial da Terra
Devido à pandemia que nos colocou a todos "reclusos" nas nossas casa, vamos, este ano, celebrar o Dia da Terra Online.
A equipa dos professores bibliotecários do nosso agrupamentos partilharam connosco este texto recebido do Centro de Formação António Sérgio.

“Quem é dono do céu, do brilho das águas?” a Carta do Chefe Seattle, que, em 1855, respondeu à proposta dos Estados Unidos da América de comprar a terra dos índios. O texto procede do UNEP — Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente,
como forma de celebração no Dia da Terra.
Bem haja pela pessoa que é!
“Como podeis comprar ou vender o céu, a tepidez do chão? A ideia não tem sentido para nós. “Se não possuímos o frescor do ar ou o brilho da água, como podeis querer comprá-los? “Qualquer parte desta terra é sagrada para meu povo. Qualquer folha de pinheiro, qualquer praia, a neblina dos bosques sombrios, o brilhante e zumbidor inseto, tudo é sagrado na memória e na experiência de meu povo. A seiva que percorre o interior das árvores leva em si as memórias do homem vermelho.
“Os mortos do homem branco esquecem a terra de seu nascimento quando vão pervagar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta terra maravilhosa, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumosas são nossas irmãs; os gamos, os cavalos, a majestosa águia, todos são nossos irmãos. Os picos rochosos, a fragrância dos bosques, a energia vital do pônei e o homem, tudo pertence a uma só família.
“Assim, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossas terras, ele está pedindo muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que nos reservará um sítio onde possamos viver confortavelmente por nós mesmos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Se é assim, vamos considerar a sua proposta sobre a compra de nossa terra. Mas tal compra não será fácil, já que esta terra é sagrada para nós.
“A límpida água que percorre os regatos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se vos vendermos a terra, tereis de vos lembrar que ela é sagrada, e deveis lembrar a vossos filhos que ela é sagrada, e que qualquer reflexo espectral sobre a superfície dos lagos evoca eventos e fases da vida de meu povo. O marulhar das águas é a voz dos nossos ancestrais. Os rios são nossos irmãos, eles nos saciam a sede. Levam as nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se vendermos nossa terra a vós, deveis vos lembrar e ensinar a vossas crianças que os rios são nossos irmãos, vossos irmãos também, e deveis a partir de então dispensar aos rios a mesma espécie de afeição que dispensais a um irmão
“Nós sabemos que o homem branco não entende o nosso modo de ser. Para ele um pedaço de terra não se distingue de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga; depois que a submete a si, que a conquista, ele vai embora, à procura de outro lugar. Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. Sequestra os filhos da terra e não se importa. A cova de seus pais e a herança de seus filhos, ele as esquece. Trata a sua mãe, a terra, e a seu irmão, o céu, como coisas a serem compradas ou roubadas, como se fossem peles de carneiro ou brilhantes contas sem valor. Seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos.
“Isso eu não compreendo. Nosso modo de ser é completamente diferente do vosso. A visão de vossas cidades faz doer aos olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e como tal nada possa compreender.
“Nas cidades do homem branco não há um só lugar onde haja silêncio, paz. Um só lugar onde ouvir o farfalhar das folhas na primavera, o zunir das asas de um inseto. Talvez seja porque sou um selvagem e não possa compreender.
“O barulho serve apenas para insultar os ouvidos. E que vida é essa onde o homem não pode ouvir o pio solitário da coruja ou o coaxar das rãs à margem dos charcos à noite? O índio prefere o suave sussurrar do vento esfrolando a superfície das águas do lago, ou a fragrância da brisa, purificada pela chuva do meio-dia ou aromatizada pelo perfume das pinhas.
“O ar é precioso para o homem vermelho, pois dele todos se alimentam. Os animais, as árvores, o homem, todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece não se importar com o ar que respira. Como um cadáver em decomposição, ele é insensível ao mau cheiro. Mas, se vos vendermos nossa terra, deveis vos lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar insufla seu espírito em todas as coisas que dele vivem. O ar que nossos avós inspiraram ao primeiro vagido foi o mesmo que lhes recebeu o último suspiro.
“Se vendermos nossa terra a vós, deveis conservá-la à parte, como sagrada, como um lugar onde mesmo um homem branco possa ir sorver a brisa aromatizada pelas flores dos bosques.
“Assim consideraremos vossa proposta de comprar nossa terra. Se nos decidirmos a aceitá-la, imporei uma condição: o homem branco terá de tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
“Sou um selvagem e não compreendo de outro modo. Tenho visto milhares de búfalos a apodrecerem nas pradarias, deixados pelo homem branco que neles atira de um trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como o fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante que o búfalo, que nós caçamos apenas para nos manter vivos.
“Que será do homem sem os animais? Se todos os animais desaparecessem, o homem morreria de solidão espiritual. Porque tudo que aconteça aos animais pode afetar os homens. Tudo está relacionado. “Deveis ensinar a vossos filhos que o chão onde pisam simboliza as cinzas de nossos ancestrais. Para que eles respeitem a terra, ensinai a eles que ela é rica pela vida dos seres de todas as espécies. Ensinai a eles o que ensinamos aos nossos: que a terra é a nossa mãe. Quando o homem cospe sobre a terra, está cuspindo sobre si mesmo.
"De uma coisa temos certeza: a terra não pertence ao homem branco; o homem branco é que pertence à terra. Disso temos certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado.
“O que fere a terra fere também os filhos da terra. O homem não tece a teia da vida; é antes um de seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio.
“Mesmo o homem branco, a quem Deus acompanha, e com quem conversa como amigo, não pode fugir a esse destino comum. Talvez, apesar de tudo, sejamos todos irmãos. Nós o veremos. De uma coisa sabemos — e que talvez o homem branco venha a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Podeis pensar hoje que somente vós O possuís, como desejais possuir a terra, mas não podeis. Ele é o Deus do homem e Sua compaixão é igual tanto para o homem branco quanto para o homem vermelho. Esta terra é querida Dele, e ofender a terra é insultar o seu Criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminai a vossa cama, e vos sufocareis numa noite no meio de vossos próprios excrementos.
“Mas no vosso parecer, brilhareis alto, iluminados pela força do Deus que vos trouxe a esta terra e por algum favor especial vos outorgou domínio sobre ela e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos como será no dia em que o último búfalo for dizimado, os cavalos selvagens domesticados, os secretos recantos das florestas invadidos pelo odor do suor de muitos homens e a visão das brilhantes colinas bloqueadas por fios falantes. Onde está o matagal? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. O fim do viver e o início do sobreviver”
Equipa das bibliotecas escolares do AECarlosAmarante

sábado, 7 de março de 2020

O nosso Clube Europeu juntou-se ao projeto PURIFY para recolher garrafas para um grande projeto artístico.

Diário da Horta Biológica.

 A ideia da permacultura, ou seja, agricultura permanente, levou-nos a uma prática de agricultura com muita biodiversidade, a par do respeito pela natureza. Evitamos cavar a terra e, em vez disso, vamos adicionando mais coisas que ajudem a enriquecê-la. Aproveitamos cartão, jornais e papel, paus, tábuas velhas para atrair os bichos da terra, os microorganismos, ao mesmo tempo que usamos esses materiais para serem como esponjas absorventes de água. Com esta humidade fixa no solo, fazemos com que não seja preciso regar tantas vezes. A biodiversidade também concorre para isso, porque ajuda a fixar a água junto das plantas, árvores, flores... 
A professora Filomena trabalha na nossa horta biológica, preparando o terreno e tirando as ervas daninhas. 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Día de la Hispanidad

O objetivo das atividades desenvolvidas foi trabalhar a interculturalidade entre os povos. Parabéns aos alunos pelos seus trabalhos.




terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Para celebrar o Dia dos Namorados

Trabalhos dos nossos alunos a estudar Espanhol, para celebração do dia dos namorado.
Parabéns aos alunos envolvidos nesta atividade.



Festa das lanternas

O nosso Clube europeu associou-se às atividades de celebração do ano chinês e da Festa das Lanternas, organizadas pela Biblioteca Escolar.







terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

#DeclareAção é a hashtag

#DeclareAção é a hashtag associada à campanha de defesa da sustentabilidade lançada por 15 promotores de espetáculos e festivais em Portugal.

Esta iniciativa, de âmbito nacional, usa as redes sociais como veículo da mensagem e os jovens como principais divulgadores. O movimento convida à adoção de medidas sustentáveis, fotografá-las e divulgá-las nas redes sociais, com GIF que vão ser criados especificamente.

Serão selecionados 30 jovens com idades entre os 16 e os 30 anos, para encontrar os que têm uma voz ativa nas suas comunidades. Os selecionados vão trabalhar na definição de 17 atitudes sustentáveis, baseadas nos ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e que vão focar-se em áreas distintas como alterações climáticas, diversidade, inclusão social, desenvolvimento económico e reciclagem, entre outras. Quando estiverem definidas, as 17 atitudes vão ser transformadas em GIF para serem usadas como “assinatura” digital.
Saiba mais aqui.